March 31, 2009

Young and Foolish 
Keith Jarrett Trio

Noite escura. À distância, pequenos pontos luminosos parecem assombrar serras e vales. Os números no conta-quilómetros sucedem-se a uma mesma cadência. O vento bate forte e a viatura oscila perante o seu jugo. Não gosto de conduzir...e gosto de conduzir...Entedeiam-me as voltinhas costumeiras pejadas de criaturas que dão uso à viatura familiar uma vez por semana, os laranjas que se atiram sem apelo nem agravo, os fogareiros palavrosos e barulhentos e, nalguns dias, todos os outros...os hesitantes, os impetuosos, os agressivos, os aborrecidos...Fora isso, tenho uma paciência de Jó, adoro seguir a brisa do vento e como Bach já o disse "não há longe nem distância"...

March 27, 2009



Suspended Night
[Tomasz Stanko, trompette; Marcin Wasilewski, piano; Slawomir  Kurkiewicz, contre basse; Michal Miskiewicz, batteria]

& Um Bom Fim de Semana!


Being Global

March 25, 2009

Moanin'
Art Blakey Sestetto
[Freddie Hubbard, Art Blakey, Wayne Shorter, Curtis Fuller, Cedar Walton, Reggie Workman]

A claridade dos dias detem-se mais em nós. Logo, logo, a mudança da hora trará novos ritmos. Quando a quentura excessiva dos dias ainda não nos abraça, e retemos dela apenas um vislumbre, parto de manhã cedo em busca das cores que inebriam.

March 23, 2009


Jazz Crimes
Joshua Redman Elastic Band

Não é possível viver sem nos implicarmos.
By M. Yourcenar

March 20, 2009

March 17, 2009

Esbjörn Svensson Trio - Bass solo
( Esbjörn Svensson, piano; Dan Berglund, double bass; Magnus Öström, drums)

March 16, 2009


Gosto dos que não sabem viver,
dos que se esquecem de comer a sopa
(«Allez-vous bientôt manger votre soupe,
s... b... de marchand de nuages?»)
e embarcam na primeira nuvem
para um reino sem pressa e sem dever.
by Alexandre O'Neill

March 10, 2009


Sanctuary
Miles Davis


O número de Março 2009 da National Geographic Portugal traz um muito interessante artigo sobre a cortiça portuguesa (A Química da Cortiça). Aborda o processo de preparação das placas de cortiça desde a sua retirada da árvore até ao produto final e destaca o seu valor ecológico face a alguns produtos de substituição que tendem a inundar os mercados. Estes, sim, responsáveis por bem mais elevadas emissões de CO2. Esboça ainda um futuro possível além da velhinha e insubstituível rolha. (Ver Caiaque Português de Kenny Wallace.)

Aproveito ainda para destacar o lançamento do Site Webcegonhas – Condoninho da Renata (http://static.publico.clix.pt/cegonhasnaweb) onde podem acompanhar o dia a dia de um Casal de Cegonhas-Brancas.
A minha costela infantil a fazer das suas, receio, mas os petizes vão adorar.

March 09, 2009

Cry me a river
Ella Fitzgerald and Joe Pass

(Uma das minhas mais amadas canções desde sempre, (re)(en)cantada assim...)

Pertences-me, escrevo. Não deixo que a sua candura sem mácula tome conta de mim. A página em branco revolta-se contra a submissão que lhe impõem e o primeiro rasgo é contido pela sua resistência. Aplico-me um pouco mais e as palavras fluem. Escrever, escrever-me, escrever os outros faz parte dessa antiga demanda pelo significado das palavras que não é, talvez, senão a busca de nós próprios. As palavras são criaturas vivas que encerram mistérios e perigos. O seu insensato uso já não nos perdeu a todos mais do que uma vez?
Não há escritas fáceis e esta minha brincadeira de aprendiz de feiticeiro, não é mais do isso, a brincadeira de uma criança com a sua varinha.
Poucos são aqueles que possuem a graça da eloquência e do encantamento. Aos outros, mesmo quando grandes, estão reservadas a dúvida, a incerteza, a descrença e noites de eternos horrores e... talvez, só talvez,...algum brilho.
Sonhem pois, com todos os livros que hão-de escrever. Criem-nos, amem-nos, odeiem-nos, vivam-nos. Dar-vos-ei todo o meu alento e força. Quiçá poderão pesar as ignomínias ditas ...”Até eu, escrevia isto!”

March 07, 2009


Unforgettable
Nat King Cole duet with Natalie Cole

Tive amigos que morriam, amigos que partiam
Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.
Odiei o que era fácil
Procurei-me na luz, no mar, no vento

By Sophia de Mello Breyner Andresen

March 04, 2009


Candy
Chet Baker
Pequeno-almoçar? Só mesmo em casa. Aprecio, por demais, o cheiro das torradas e do café fresco que inunda a casa e os esforços - nem sempre infrutíferos, reconheço - do meu fiel companheiro em saborear algo mais do que simplesmente a sua ração.
Se, na hora de levantar, o meu corpo reage de imediato, a minha mente nem sempre. Esse tempo de pausa, que antecede a loucura dos meus dias, permite-me não só despertar totalmente o ser que em mim habita como também degustar prazenteiramente um tempo que é meu.
Hoje, no entanto, a gulodice falou um pouco mais alto e não resisti à visão dos scones frescos do Chef Baker. Interessante chalaça, embora receie que acidental, a esse nome maior do cool jazz que muito me aquieta.

March 02, 2009

Momentinho Reles



Willow Weep For Me
Ron Carter
O tempo é o lenço de toda a lágrima.
in Venenos de Deus, Remédios do Diabo
by Mia Couto