December 28, 2007
vibre
na sua presença nua
para além da conjunção dos possíveis
é preciso que o silêncio a dispa
e o seu nome seja o seu próprio pudor
By António Ramos Rosa
(Art by Beata Czyzowska Young)
December 21, 2007
December 20, 2007
Se a tradição se cumprir, voltaremos a vê-lo no pequeno ecrã.Talvez a nós, agrestes senhores do nosso caminho nos perturbem os anjos, as canções de Natal, as criancinhas famintas e toda essa imensa doçura...
Mas a pergunta permanece.
A dúvida instala-se.
Que diferença faço eu?
Hoje. Aqui.
Que diferença faço?
Não sei. Não me interessa. Não quero saber.
Sim. Aceito isso.
Que diferença faço?
Eu quero saber. Eu insisto.
E por isso tenho-lhe um carinho especial.
"Do Céu Caiu Uma Estrela". Frank Capra.
December 18, 2007
December 17, 2007
December 16, 2007
"Everything's equal now. Blue leash blue bike
blue socks covering my ankles today
what about my friend -- I never wear socks
for a week or two she lived in the streets &
it was such an illumination. What's this human
addiction to light. One morning I dreamt about
homelessness, joked about it. Life reduced
or expanded to getting doggie her very
next can. Dog's inexcusable addiction to
eating. At the bottom of the sea, David said,
the fishies are inexcusably addicted to light.
Same day I and my dog were left on the street.
No home, no keys, streams of pouring grey
rain. Now what is this grey, in relationship
to blue. Ask some painter is it less light
or is it what. What kind of hat should
I have worn yesterday in my crisis.
The dog's blue leash was gone. My feet reaching
over the bounds of the sidewalks, its curbs
and waves, pavement splashing up
hard and grey. Where did I see that man?
Someplace so human they even had one of them.
In a dark blue teeshirt, laughing. There is nothing
to my anecdote, my predicament, my color
crisis. There is nothing but blue & grey.
A glint hits the golden key, and it's a bad one
not the original and I kept turning and turning
there were copies everywhere in the neighborhood
that's what I am trying to say. I simply walked
and the apologies kept coming streaming in
and I said I simply walked and the tree
turned, no the key and the bottom of the sea
is flooded with light, we just get used to it
the deeper and deeper we go and the harder
it is to turn the key and eventually we
go and it is very very dark
we just get used to the light
but the blues and the greys and the feelings
of lostness, it's like home, it's like family."
December 14, 2007
December 12, 2007
Curioso que, a dentadura do Tio Alberto, sempre apareça nos sítios mais improváveis.
À miudagem, assusta-os a sua capacidade para a balancear e tornar proeminentes os grandes caninos brancos. Bram Stoker não faria melhor em prol do susto e de seu irmão espanto.
Assombroso que, ao fim de cada dia, repouse na àgua transparente de um qualquer copo!
À Tia Júlia cabe a distribuição de beijufas, apertando a cara a miúdos e a graúdos, e depositando nas suas faces, sonoros beijos de carmin vivo desbotado. Creio ser consensual o receio que a gorda senhora gera em seu redor.
"Não! não! De modo algum! Vocês serão sempre os meus meninos!"
...e prossegue com os beijos e amassos.
Ai...
Vejo o Primo Chico tentar escapulir-se, sem sorte.
E a bela careca, à Humpty Dumpty, lá fica a reluzir com o tom carmim!
A capacidade de coabitação do ser humano é algo que admiro profundamente.
Talvez porque prefira os bichos às gentes ou talvez porque reconheça ser incapaz de o fazer.
E por estes dias, de idas e vindas, de entradas e saídas, e de coabitações forçadas, o lobo dentro de mim agita-se...
(Christmas Coach by Rockwell)
December 11, 2007
While My Guitar Gently Weeps by George Harrison
Versão acústica
Fabuloso. Não?
December 10, 2007
December 09, 2007
Dez elementos integram actualmente os Pink Martini.
Quando em digressão, este número é reforçado de forma a que os espectáculos ao vivo se aproximem, o mais possível, da sonoridade dos seus albums.
Extraordinária não só a capacidade vocal de China Forbes, e o seu à vontade a cantar em qualquer língua, mas também a técnica de todos os restantes elementos.
E até mesmo eu, que não amo do coração o som do piano, tiro o chapéu a Lauderdale!
A formação base dos Pink Martini - que se veêm não como uma banda ou um grupo, mas como uma pequena orquestra - integra:
-China Forbes — vocais
-Thomas M. Lauderdale — piano
-Robert Taylor — trombone
-Gavin Bondy — trompete
-Paloma Griffin — violino
-Brian Lavern Davis — congas, bateria e percussão
-Derek Rieth — percussão
-Martin Zarzar — bateria
-Phil Baker — baixo
-Timothy Nishimoto — vocais e percussão

"Possuímos um tesouro - o da literatura.
Regressemos aos egípcios, aos gregos, aos romanos.
Está lá tudo, a riqueza da literatura, pronta para ser redescoberta por quem quer que tenha a sorte de com ela deparar.
Imaginem que este tesouro nunca tinha existido.
Como seríamos vazios, pobres!" by Doris Lessing
Eu sê-lo-ia certamente!
E dificilmente me revejo sem todas essas obras que fazem já parte do meu barro.
December 07, 2007
December 06, 2007
December 04, 2007
Gerry Mulligan é certamente um dos maiores saxofonistas barítonos da actualidade.
Conhecido pelo seu quarteto - sem piano ( anima-me sempre esta parte, perdoem-me a franqueza ) - com Chet Baker e por arranjos elegantes, é inusitado vê-lo cantar...
Grande surpresa minha a descoberta deste vídeo no "tubo".
Aqui fica, para vós também
E, já agora...
Constatei recentemente o crescendo de um movimento (direi) purista que defende que, a presença destes elementos sensoriais (vídeos You Tube e outros afins), pode contribuir para desvirtuar a natureza dos blogs.
Tenho, talvez, esta incapacidade de achar que a palavra é tudo...
E depois...tantas vezes que descubro pequenas preciosidades, aqui e ali, que me aquecem a alma...
Tontices, acho.
December 03, 2007
Coexistir com animais obriga a ter alguma tolerância face às possibilidades de disparate.Descobrir que o meu casaquinho da moda serviu de colchão ao gato, que as minhas meias da ginástica têm entradas alternativas ou que o rolo do papel higiénico é capaz de atapetar toda a minha sala, são contigências a que me habituei.
É verdade, tem dias em que era capaz de os pendurar a todos pelas orelhitas no estendal. É verdade mesmo.
Quando resmungo e, um se põe a olhar para cima e o outro a olhar para baixo, como se nada fosse, arrelio-me.
Mas são escolha minha.
Os meus animais de estimação.
Agora, o que me deixa à beira de um colapso cardíaco mesmo, são estas gentes, defensoras dos bons usos e costumes, que se reproduzem como os coelhos e tratam os coelhinhos como eu não trato os meus bichos!
Nestes dias de correrias, os teatrinhos têm sido mais do que deploráveis!
Não é fácil educar uma criança.
Não há caminhos seguros.
Não há escolhas acertadas.
Reconheço mesmo que, em dias de visita de gente pequena, até os meus bichos vão para o cesto mais cedo.
Mas nunca hei-de deixar um porquê por responder.
Porque @ miúd@ que hoje ali está é o adulto que amanhã aqui estará.
E, não quero ver, amanhã, nos seus olhos, o que vi outrora nos meus.
December 02, 2007
December 01, 2007

Por vezes, existe apenas o caminho dos espinhos.
E, no entanto, nessa longa noite de trevas e desesperos, às vezes, encontramos uma pequena chama que alumia e aquece o coração.
Santo Nicolau passou um pouco mais cedo.
Vou esperar por ti pequenino.
Quero ouvir-te rir nos meus braços.
November 30, 2007
November 29, 2007
Oiço o apelo ecoar, ecoar, ecoar... até ao limite do suportável.Até me ser impossível resistir-lhe.
O dia está frio, apesar de soalheiro.
A água, calma e transparente. Serena.
Na sua superfície, onde os raios de sol se degladiam com a brisa suave, emerge uma névoa de vapores quentes.
Mergulho.
O ribombar que me perfura os tímpanos sossega e o meu espírito aquieta-se.
Ali, entre os seres aquáticos, a vida adquire outros tons. Mais ricos.
Quando retorno...
A areia enlaça-se nos pés descalços.
Um arrepio percorre o corpo nu.
Gaea é uma deusa caprichosa.
Música, Luz, Cor, Gente...
Actores, Cantores, Acrobatas, Músicos...
Delium, Cirque du Soleil
Ontem
Superbe!
November 27, 2007
November 26, 2007
Faz algum tempo que Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad faziam as delícias de miúdos e graúdos.Fatinho de lantejoulas, colado ao corpo, botinha de salto alto, e... era ver as dentaduras arreganhadas a mirar @s mocinh@s.
Mamma Mia, Dancing Queen, Waterloo, Take a Chance on Me...são clássicos.
E, mesmo eu, que acho que (super) pop faz espuma a mais, acabo sempre com um sorriso divertido ao ouvi-los cantar.
Do muito que nada sei, sei que, "When did you leave heaven" é lindo...
November 24, 2007
A minha relação com a escrita é ...complicada.Ensolarada, tempestuosa, de amor, de ódio, de paixão, de raiva...
Os sentimentos, que me acompanham nesta longa viagem de transcrição da vida, são tão amplos como a roda das cores. E, neste diálogo de ruídos e silêncios, a simplicidade do arco-íris mais não é do que uma singela paleta monocromática.
Escrevo, porque observo.
Escrevo, porque constato.
Escrevo, porque me indigno.
Escrevo, porque sim.
E, é com um prazenteiro sorriso que tenho assistido, a um certo arrufar de tambores entre duas personagens, sobejamente conhecidas, da nossa praça.
Aparentemente, existe alguma... divergência de opiniões, diria, sobre a qualidade literária do trabalho produzido, por um deles.
Acho graça.
Muita mesmo.
Parafraseando alguém que conheço, "o prazer que tive, na escrita daquele livro, ninguém mo consegue tirar"...
Por isso mesmo, perdoem-me a franqueza, mas...
Escreva bem, escreva mal....escrevo primeiro para mim e só depois para todos vós.
Hé oui!
November 23, 2007
November 22, 2007
November 21, 2007
It's a question of timeTenho uma séria aversão a medicamentos, fármacos, mézinhas ou produtos equivalentes.
Reconheço que, por vezes, ultrapasso o limite do geralmente aceitável, o que já me trouxe alguns dissabores.
Em todo o caso, parece-me extraordinária a quantidade e diversidade de pílulas que de uma forma geral vejo adultos, aparentemente conscientes, ingerir.
Esteticamente acho curiosa a diversidade de formas e cores.
Algumas das peças de publicidade, utilizadas para promover estes produtos, são até dignas de estudo.
O poder da indústria. Nada de inovador.
Um facto observável em muitos outros mercados, onde actuam indústrias capazes de mobilizar facilmente recursos em função dos seus fabulosos volumes de ganhos. E o mercado das patentes não é de forma alguma desprezível.
Em todo o caso, e caso não saiba, não deve seguir a bula!
E as indicações clínicas...ainda pior!
Não seja aborecid@! Que coisa..
Então não sabe que ...
Dor de cabeça ...comprimido azul...
Cansaço...comprimido roxo...
Dores musculares...comprimido triangular às riscas azuis e brancas...
Desgostos de amor...comprimido branco rectangular...
O pior mentiroso...parece-me... é aquele que se engana a si próprio...
November 20, 2007
November 17, 2007
Sete horas.Corre uma brisa gelada.
As flores ainda se recolhem do seu sono nocturno.
As criaturas, que me rodeiam, recusam-se a despertar e enroscam-se um bocadinho mais.
Aconchego-os nos seus cobertores axadrezados de lã quente.
Café quente e perfumado.
E, à janela, vejo o dia ganhar luz.
Gosto destes dias que se iniciam assim...suavemente.
(Art by Karil)
November 16, 2007
November 14, 2007

November 13, 2007
António apregoava"... Quando fala um português
Falam dois ou três
E se o número aumentar
São outros tantos a falar ...
Ninguém se quer calar
Pois que é um direito a respeitar
Mas a conversa está a aquecer
Ai já estão a desconversar
Já ninguém se está a entender
..." (by António Variações)
Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá Blá
Porque têm estas gentes tanto medo do silêncio?
November 11, 2007
November 09, 2007
November 08, 2007
November 07, 2007
O senhor meu pai insistia dia após dia que o valor do dinheiro carecia de uma atenção própria.Contrariava-o fortemente o gasto insensato da cria em letras e palavras e parágrafos, prosas e poesias...
Mas, assim era.
Não havia pirolitos, não havia gorilas, não havia cromos do Vickie e do Hogar...
Apenas os livros que as moedas do mês me permitiam adquirir.
Por entre essas idas e vindas, da minha loja dos doces, descobri um pequeno livrinho desbotado, adquirido por um preço simpático, de uma autora cuja obra desconhecia: Doris Lessing.
A vida pelos olhos de uma mulher. Bela escrita. Impressão duradoura.
Eu, que se os livros fossem açucar seria certamente diabética, reencontrei aqui e ali, livrinhos perdidos, amarelecidos, mofentos da mesma autora.
Princípios do ano. Certo?
Este mês, imaginem o meu espanto ao descobrir que os livrinhos de saldo bafientos, antes escondidos num qualquer caixote, estavam agora (assim amarelinhos e com o seu arzinho de mofo amarelo esverdeado) nas montras mas...
Pormenor! Pormenor!
Envoltos numa barra de papel, novinha e brilhante, a dizer Prémio Nobel da Literatura 2007 e com um custo mais de cinco vezes superior!
Meus senhores, tenham tento!
(Art from KS)
November 05, 2007
Ondas que descansam no seu gesto nupcialabrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!
O Mar por António Ramos Rosa
November 04, 2007
O Outono já vai longe.Fim de tarde.
Corre um friozinho gelado prenúncio das primeiras neves.
Tenho as mãos geladas.
Esqueço-me sempre das luvas. Sempre.
Sei ao que vou.
Café de saco, aguado... mais c'est comme ça, il n'y a pas de choix.
Uma matrona sorri quando me vê entrar.
Mira-me as mãos nuas "Il faut prendre attention, ma belle!"
"Hé oui...je sais". Remoo baixinho.
Não chove. Prepara a zurrapa quente e entrega-me para que a possa ir bebericar lá fora.
O muro da Catedral espera-me.
Fico ali.
A olhar para cima, para os pináculos.
Uma mancha negra sobe e desce num movimento de perpétua euforia.
Animal sagrado ou ave de mau presságio?
November 02, 2007
November 01, 2007
Por Dali, nutro algum desamor.
Reconheço-lhe o génio, é certo, mas desconfio por demais do seu amor aos dobrões.
Seria, contudo, imperdoável perder a exposição de 285 peças, entre desenhos, esculturas e quadros, patentes no Palácio do Freixo.
Algumas das esculturas são de facto surpreendentes e tomei-me de amores por Perseo apesar de Christ of St John of the Cross ser a peça do mestre que mais amo.
Sim, é verdade, não é tecnicamente inovadora mas a impressão, quase mágica, que provoca é avassaladora e intemporal.
A surpresa agradável de um dia quente de Outono foi, no entanto, outra...
O próprio Palácio do Freixo.
Houve um tempo em que acreditei que seria apenas mais um incómodo monte de entulho.
Paredes rasgadas pelo tempo e pelos homens.
Ainda bem que assim não foi.
(Christ of St John of the Cross by Salvador Dali)
October 28, 2007
October 23, 2007
October 22, 2007
October 21, 2007
Bridge over troubled water by Paul Simon and Art Garfunkel
PorquePorque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
by Sophia de Mello Andresen
(Art from MFT)
October 20, 2007
SorrowOnce upon a midnight dreary, while I pondered weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
`'Tis some visitor,' I muttered, `tapping at my chamber door -
Only this, and nothing more.'
...
And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating
`'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door -
Some late visitor entreating entrance at my chamber door; -
This it is, and nothing more,'
...
Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door -
Perched, and sat, and nothing more.
Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
`Though thy crest be shorn and shaven, thou,' I said, `art sure no craven.
Ghastly grim and ancient raven wandering from the nightly shore -
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'
`Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken! - quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!'
Quoth the raven, `Nevermore.'
And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!
The Raven, Edgar Allan Poe
October 17, 2007
October 15, 2007
Um filme onde não há espaço para a indiferença.
Soberba interpretação de Kitten por Cillian Murphy.
October 14, 2007

Achei extraordinário, mesmo...
Sim, sim, ...achei sim.
Morreu de cancro no fígado.
Morreu de síncope cardíaca.
Morreu por perda de massa encefálica.
Acho que finalmente deixámos de morrer por doença prolongada, de doença súbita ou por danos irreparáveis...
Extraordinário, mesmo.
Art from Annie Leibovitz, Susan Sontag
October 12, 2007
October 10, 2007
O Verão parece atear, um pouco por todo o lado, um fogo de corpos desnudados em queima no altar da própria estação.Nada contra. Mas... nada a favor também.
Não padeço da graça, ...ou maldição, de Pigmaleão.
E a falta desse sentimento amoroso, libidinoso, sensual impede-me de suster a respiração perante tais assombros. Não os reconheço apenas. Creio.
Apesar de tudo, não passo incólume.
A Estética importuna-me e perturba-me.
Porque se exige menos de uma representação artística dos Jolie-Pitt, ou de produtos similares, que de outras abordagens da arte à vida?
Não aceito menos.
(Samuel Beckett by Henri Cartier-Bresson)
October 09, 2007
Dis, on se reverra un café désert sans les cafés, les gares comment faire pour se retrouver demain
On s'endormira puisque tout sera le grand sommeil
Dis, T'en fait surtout pas si je vois déjà
Le premier oiseau d'un après guerre sur un fil de fer qui s'est barbelé au coeur des années
Now that I know your ins, that I guess my outs,
You're a part of me, couldn't do without you.
Dis, on se reverra un café désert sans les cafés les gares comment faire pour se retrouver demain.
Tu m'endormiras I may go to sleep
Je serai prêt Hey don't you worry now
Si je vois déjà le premier oiseau d'un après guerre
Soon there'll be a pair lequel restera m'en veux surtout pas...
October 08, 2007
October 07, 2007
Por estes dias, adquiri um berbequim e uma panóplia de outras ferramentas.Furar paredes, pendurar candeeiros, colocar espelhos e outras tarefas semelhantes não me estão propriamente na massa do sangue...
Mas a perspectiva de ver pó, detritos e ferramentas inertes por todo o lado, entre pegadas de gente e de bichos, superou quaisquer receios iniciais e... pronto!
Já está! Tudo direitinho, sem poeirada, sem confusão...
O mais divertido acabou por ser a reacção de algumas almas, disponíveis para me darem uma mãozinha...
"Ah! Mas usaste filtros de café no berbequim?! Para não fazer pó?! Dessa nunca me teria lembrado..."
"Nem um cano!? Nem um furo num único cano? Estou admirado..."
"Olha! O varão dos cortinados ficou direito!"
"Que martelo fenomenal! Muito melhor que o meu!"
"Ah! Pois, pois...Foi porque foste tu! Se fosse o meu marido terias sempre um prego com localizações alternativas para colocares o quadro..."
(Art from Alyssa Bascombe)
October 06, 2007
Por estes dias de arrumos e desarrumos redescobri nas contra capas de alguns livros notas, pensamentos, apontamentos antigos... "Talvez não saibas o que é a solidão: é a espera de quem não chega, é o desejo de duas pessoas que se ignoram, é um sim que se espera e que nunca se ouvirá."
Mas, recordo-me do sentimento...
Ainda bem que é já só uma recordação...
(Art from Nimrais)
October 05, 2007
October 04, 2007
Mas, o azul só é azul no seu centro, e logo ali, na periferia, já é um pouco menos de azul e um pouco mais de lilás...
E, quando dou por isso, o inquestionável Chet degladia-se com a guitarra de Gilberto e com o violino de Kennedy.
Enfim!
E, no entanto,...alguns destes sons aquietam-se com dificuldade arrumadinhos e não consigo deixar de levá-los comigo para todo o lado.
Hoje, deixo o Chet em casa.
Comigo trago Stan Getz & (João & Astrud) Gilberto cantando Antonio Carlos Jobim.
Fabuloso.
September 28, 2007
September 26, 2007
Uma mulher de pedra ergue uma pequena balança.Pesos iguais, medidas iguais...dirá.
Na outra mão, um gume afiado.
Olhos vendados.
Em Roma, esta bela mulher defendeu a igualdade dos cidadãos...
Sim. Dos cidadãos!
Porque, é preciso recordar que, todos os outros...não eram cidadãos.
E hoje justiça?! Que fazes tu?
Mais de mil anos depois continuas cega?
Mais de mil anos depois ainda ergues o teu gume contra os críticos?
Mais de mil anos depois ainda não percebeste que a tábua das leis não é garante de justiça!?
A leis dos homens, Justiça, é parca e incompleta...
Será que ainda não percebeste que sem alma, coração, humildade e compaixão não há justiça?!!
(Art from Edwin Abbey)





















