May 28, 2007

Espelho Meu, Espelho Meu

Não deixa de ser peculiar que alguns nós pareçam sofrer do curioso fenómeno da pouca sorte ou falta de sorte.
Sempre que são tolhidos por escolhos lastimam ou gritam aos quatro ventos a pouca sorte que têm.
E no entanto...
Constato que à excepção daqueles que são autênticos acidentes ambulantes, em que parece não entrar a sorte mas um síndroma de desatenção permanente, ou daqueles que podem verdadeiramente atribuir a sua sorte à roleta dos ciclos de exclusão, todos os demais revelam uma incapacidade extraordinária de se reverem.
A negação de si próprios como potenciadores dessa sorte cruel que os enleva, desresponsabiliza-os perante a vida, perante os outros e sobretudo perante si próprios.
(Photograph from Smth Fresh; Mirror)

2 comments:

manhã said...

a sorte também existe, nem tudo é fruto de boas escolhas, nem toda a nossa vida resulta do mérito. Acredito na sorte. Tens razão quando falas naqueles que se queixam, embora acredite na sorte não acredito nas queixas, porque a sorte é para todos e se alguns têm pior, esse pior não é si«uficiente para se queixarem, muitas vezes também há culpas, uma delas é não saber lidar com a sorte.

Anonyma said...

Por vezes, a lei das probabilidades é mais forte, sim.
Mas outras vezes, somos nós que fazemos pender o fiel da balança...