September 09, 2007

A tarde cai vagarosamente, sem pressas, como se um torpor preguiçoso a tomasse por completo.
Uma brisa suave brinca com os cortinados tirando-os da sua habitual compostura e, aqui e ali, desfazem-se em pequenas ondas.
Olhos fechados.

Por um instante, um instante apenas...
O som da cidade irrompe em dia de calmaria...
Nessa fracção de segundo, o tempo sustem a respiração, e a imagem, o som e o cheiro de cada carro, de cada ser preenche a minha mente criando um mundo pictório quase, quase, realidade...
Um segundo depois, o sonho desvanece-se e é já só impressão e sonho.

(Art by Gunnmgally; Mia in the city)

3 comments:

a said...

Há um mistério brilhante numa bola de sabão.

manhã said...

sendo sonho o que contas, então o que é real?

Anonyma said...

a,
e em tantas outras coisas que descuramos só porque são ...simples, imediatas, terrenas...

manhã,
não chamo certamente realidade a essa construção de (desu)humanidades a que este macaco moderno chama civilização.
A minha realidade é bem mais palpável e... bem mais simples.
Tudo o mais é um castelo de cartas que consciente e voluntariamente ajudo a construir.
Responde-me...
Quantas vezes ao fim do dia pensaste "que dia mais sem sentido, não é isto que quero".
...e foi sonho ou realidade?
...ou um pouco de ambos?