August 24, 2008

O vento regressou. Por fim.
Na aurora dos dias, a brisa instalou-se e sopra já.
Ao entardecer, a espuma branca das vagas, como flocos de gelo, é lançada no vazio.
As gotas de água que me percorrem o corpo, solidificam em mim. Cristais que sacudo.
Por estas horas, tenho frio.
Um arrepio percorre-me.
Visto-me molhada e fico assim, a pingar.
Os elementos degladiam-se. Assisto.
Amanhã regressarei.
Regresso sempre.

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