February 22, 2009

As árvores despidas assombram os caminhos, na aurora do dia e no seu entardecer. Em breve, pequenos rebentos irão germinar e as folhas novas do ano despontar. Às primeiras horas da manhã está frio. A maré está baixa e no leito do rio, lodoso e putrefacto, pequenas aves procuram alimento. Retiro a bicicleta do carro e desdobro-a. Caminhos de pedra, terra e betão. Quando a brisa deixa de soprar e o sol já vai alto no céu é tempo de retornar. Os idosos que me acompanham nestas demandas matutinas estão também eles de partida. 

4 comments:

cs said...

Em breve a Primavera vai chegar

Anonyma said...

Sim, receio que sim...e com ela trupes de desordeiros que perturbam a nidificação das aves, colhem flores de onde não o deveriam fazer, partem ramos de árvores e deixam lixo por todo o lado...
Não tenho boa opinião destas gentes cujas crias se desenvolvem em caixinhas fechadas para depois serem lançadas assim na liberdade dos espaços...

a said...

A árvore está lá quando a maré desce tal como eu, por vezes, quando o dia vai a meio. Figuras desconhecidas afinal que cruzam os mesmos caminhos.

Anonyma said...

Assim parece, a...
Esse rio e as suas margens são a minha casa.
E, eu, sempre a essa casa regresso...