January 24, 2010

De novo a minha mão toma o peso da velha raqueta. O seu azul brilhante está agora um pouco mais baço, as cordas gastas, o punho puído. No ar, dança já, a bola imaginário que o meu amigo de quatro patas parece adivinhar e seguir com o olhar. O gesto que se repete, o impacto que atinge o pulso e se propaga ao antebraço, uma antiga lesão que parece retinir por todo o corpo e um eco seco no campo vermelho batido pelo sol da manhã. Depois, a ilusão desfaz-se e é de novo a velha raqueta na minha mão. O grandalhão suspira. Outra bola que lhe perdi, pensará talvez.
Não visito o velho campo faz tempo, derramando, por vezes, essa eternidade de décimos de segundos dados em trivialidades sem importância ou valor. Também nós nos facilitamos, é certo, mas hoje, em nome de uma vertigem, insisto.

3 comments:

Rui said...

Game, Set and Match.

a said...

Há cor neste blog!

Gosto do escarlate.

Anonyma said...

:)

Sempre houve, a, receio...