
As lebres espraiam-se pelos caminhos incertos. São jovens, nasceram talvez esta Primavera. Experimentarão algumas agruras até perderem o pêlo macio e se transformarem, nos magníficos animais de pêlo hirsuto, que os cães perseguem. A reserva está deserta de gentes, recolhidas ao calor das brasas e aos afazeres de fim de dia. Os campos agora adormecidos, exibem as cores de Papa Pissarro, matizes efémeros de amarelo vivo e lilás, pontos cintilantes de um imenso tapete verde, onde imponentes sombras alcançam o céu e a plenitude. Ainda está frio e a brisa que nasce da água relembra-nos porque é aquele pasto de lobos e não de cães. Chego a mim o casaco quente, na vã tentativa de deter um frio que se entranha. Em breve, em breve, a civilização...ou talvez, não...
1 comment:
magnífica fotografia, texto próximo. ai a nostalgia, a saudade do campo.
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