Por vezes, quando me olho no espelho, reparo nos pequenos sulcos que aqui e ali assomam na pele e não deixo de achar curioso o que o tempo, esse grande escultor, é capaz de fazer desta massa humana que o meu espírito habita.
Bem no amâgo do meu ser, acredito continuar a ser eu, a criança que foi, o adulto que hoje é e o velho que amanhã será.
Que apesar de tudo, a minha essência ainda habita esta massa de barro moldado.
Sei que envelheço todos os dias um bocadinho mas, e apesar disso, questiono-me muitas vezes como será fazer parte dessa terceira idade.
Uma terceira idade de risos soltos, perdões fáceis e doce cortesia.
Mas também uma terceira idade maltratada, rejeitada, vilipendiada que mais não é que um encargo que se arrasta por aqui e por ali como se de um trapo se tratasse.
Dizem-me que são o que refinaram toda a vida.
Dizem-me que a idade não é doença.
Dizem-me que são de outro tempo que nada pode acrescentar ao que somos e ao que seremos.
Eu apenas estranho que os deixem morrer para só depois quebrarem este ciclo de infâmia e remissão...
Bem no amâgo do meu ser, acredito continuar a ser eu, a criança que foi, o adulto que hoje é e o velho que amanhã será.
Que apesar de tudo, a minha essência ainda habita esta massa de barro moldado.
Sei que envelheço todos os dias um bocadinho mas, e apesar disso, questiono-me muitas vezes como será fazer parte dessa terceira idade.
Uma terceira idade de risos soltos, perdões fáceis e doce cortesia.
Mas também uma terceira idade maltratada, rejeitada, vilipendiada que mais não é que um encargo que se arrasta por aqui e por ali como se de um trapo se tratasse.
Dizem-me que são o que refinaram toda a vida.
Dizem-me que a idade não é doença.
Dizem-me que são de outro tempo que nada pode acrescentar ao que somos e ao que seremos.
Eu apenas estranho que os deixem morrer para só depois quebrarem este ciclo de infâmia e remissão...
(Painting from Jacek Yerka)

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