Curioso que, a dentadura do Tio Alberto, sempre apareça nos sítios mais improváveis.
À miudagem, assusta-os a sua capacidade para a balancear e tornar proeminentes os grandes caninos brancos. Bram Stoker não faria melhor em prol do susto e de seu irmão espanto.
Assombroso que, ao fim de cada dia, repouse na àgua transparente de um qualquer copo!
À Tia Júlia cabe a distribuição de beijufas, apertando a cara a miúdos e a graúdos, e depositando nas suas faces, sonoros beijos de carmin vivo desbotado. Creio ser consensual o receio que a gorda senhora gera em seu redor.
"Não! não! De modo algum! Vocês serão sempre os meus meninos!"
...e prossegue com os beijos e amassos.
Ai...
Vejo o Primo Chico tentar escapulir-se, sem sorte.
E a bela careca, à Humpty Dumpty, lá fica a reluzir com o tom carmim!
A capacidade de coabitação do ser humano é algo que admiro profundamente.
Talvez porque prefira os bichos às gentes ou talvez porque reconheça ser incapaz de o fazer.
E por estes dias, de idas e vindas, de entradas e saídas, e de coabitações forçadas, o lobo dentro de mim agita-se...
(Christmas Coach by Rockwell)

3 comments:
Há delirios a que não conseguimos fugir, e sem eles o lobo não existiria.
Temos de viver, ou melhor, sobreviver com a família que temos. O lobo deve passar a ser um lobinho na altura natalícia para condizer com a época.
g,
é provável, sim.
Não fora esta forma de ser e sentir e certamente o lobo em mim não existiria...
anonymous,
pois é... mas a minha Família é a que trago gravada no coração e não no sangue.
E os lobos...não são cães...
Nem mesmo os lobitos...
E eu até nem sou de andar a condizer...
;)
Mas, sim...
Existe um encanto próprio.
E, três pequenas razões, ainda penduram as meias com a lista dos seus presentes.
Aguardam a magia de uma noite inesquecível.
Esse brilhozinho nos olhos de antecipação...basta por ora, mas talvez não baste para sempre...
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