August 20, 2008

Aborreço-me. Confesso.
Regressei ao ginásio. Não ao mesmo. A outro.
O corpo ainda me dói. Esqueceu-se. Tem que reaprender, relembrar.
É uma questão de disciplina. Há que insistir.
A seu tempo o cachorro pavloviano responderá e as dores irão desaparecer.
Mesmo assim aborreço-me.
O meu célebro inquieta-se. A minha vida profissional não o nutre criativamente. Entedeia-se.
Grafite. Jazz. Lente. Aparo. Arte.
A. gostaria de me ver regressar ao carvão e à sanguínea. Às cores. Aos desafios dos corpos nus. À captura dos risos e choros alheios.
Mas por ora, falo-ei apenas para mim. Decidi.
Jazz é ar que se respira. Forma de amar. Vírus que se entranha em nós.
Resta-me a lente, o aparo e a arte.
E uma decisão difícil até fim de Setembro.
Os mestres de outrora escaceiam...


2 comments:

manhã said...

ainda não aderi a ginásios, talvez por causa dos espelhos, não serei suficientemente narcísica...faço umas braçadas na piscina,
gostava de ver "postados" os teus trabalhos.

Anonyma said...

Um espelho é um instrumento de aperfeiçoamento.
O reflexo de mim no espelho é matéria que pode ser trabalhada, matéria cujos erros posso identificar e corrigir. Dentro de água, não tenho um espelho que me permita a autocrítica dos movimentos...cometo mais erros, lesiono-me mais...
Em todo o caso, nem todas as salas têm espelho... :)