
Ele senta-se. Olha-me e solta um longo suspiro. «Que estranho cachorro me trouxeste para casa! Não és lá muito boa a fazer escolhas, pois não? Não vês que ele se equilibra mal! Devias ter escolhido melhor!» Ergue-se e cheira a pequena criatura que mal se sustém. Vejo-a tentar caminhar na minha direcção para rapidamente descobrir que apenas consegue andar para trás. A frustração estampa-se-lhe no rosto. O cão suspira de novo e colocando-se atrás dela, empurra-a com o focinho até mim. Depois senta-se e parece dizer-me «Agora, segura-o! Pega nele como deve ser e vê se não faz mais disparates! Vou fazer uma sesta e quero sossego!» Estira-se na sua enorme almofada e o riso solto da minha pequena criança ecoa pela casa.


3 Comments:
era uma criança, claro...por momentos fiquei sem saber, poderia também ser um cachorrinho...boa semana
O eco chegou aqui...que sorriso fantástico!
Bjs
LOllllllll
;)
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