
Hoje, bem cedo, entreguei a delicada criatura que me transposta a devidos cuidados. Vejo-me assim na contingência de recuperar um antigo hábito de caminhadas e transbordo diários, opção da qual não advém mal maior, até porque com os dias maiores e mais suaves, estes passeios revelam-se especialmente prazenteiros. E, depois, mesmo que São Pedro, opte por um ou outro duche, mais não será do que um revivalismo de outras épocas. Obviamente, o tom jocoso impera devido à não permanência da situação, fosse a mesma efectiva e a minha disposição seria bem diferente. Em todo o caso, não deixo de sentir uma certa arrelia face às circunstâncias.
A minha primeira viatura custou-me uma pequena grande quantia, financiada com os tostões ganhos num part-time que me ocupava todas as horas disponíveis, entre aulas e estudo. Quinhentos paus (se é que alguém ainda se lembra do que isso é!) de gasolina custeavam as voltinhas da semana e, tão somente quando os paus já não esticavam, andava-se a pé. Aos dias de hoje, a minha bela bomba estaria certamente num desses cemitérios, que se amontoam um pouco por todo o jardim à beira-mar remediado, para canibalização de chapa e de peças.
O certo é que duas pancadas, capô levantado, uma cotovelada certeira, porta direita traseira aberta, bico do sapato em riste, logo ali em cima do acelerador, pegou(!), dois punhos fechados no tablier, luz de aviso desligada... E, no entanto, apesar da "mecânica procedimental" abundante, esta rude criatura jamais me deixou apeada ou infeliz e, quando por fim a vendi, confesso a tristeza com que o fiz.
Agora...estas "coisas modernas" tiram-me do sério! Desligam-se ao menor sinal de impropério ou vernáculo, zumbem-nos nos ouvidos até à exaustão, por cada minúscula - assim pequenina, pequenina, ínfima mesmo - atrocidade e deixam-nos apeados por dá cá aquela palha com a indicação de que necessitam de um "reboot"(?!!!)!
Ai as saudades que eu tenho do meu lindo, lindo, chaço!
A minha primeira viatura custou-me uma pequena grande quantia, financiada com os tostões ganhos num part-time que me ocupava todas as horas disponíveis, entre aulas e estudo. Quinhentos paus (se é que alguém ainda se lembra do que isso é!) de gasolina custeavam as voltinhas da semana e, tão somente quando os paus já não esticavam, andava-se a pé. Aos dias de hoje, a minha bela bomba estaria certamente num desses cemitérios, que se amontoam um pouco por todo o jardim à beira-mar remediado, para canibalização de chapa e de peças.
O certo é que duas pancadas, capô levantado, uma cotovelada certeira, porta direita traseira aberta, bico do sapato em riste, logo ali em cima do acelerador, pegou(!), dois punhos fechados no tablier, luz de aviso desligada... E, no entanto, apesar da "mecânica procedimental" abundante, esta rude criatura jamais me deixou apeada ou infeliz e, quando por fim a vendi, confesso a tristeza com que o fiz.
Agora...estas "coisas modernas" tiram-me do sério! Desligam-se ao menor sinal de impropério ou vernáculo, zumbem-nos nos ouvidos até à exaustão, por cada minúscula - assim pequenina, pequenina, ínfima mesmo - atrocidade e deixam-nos apeados por dá cá aquela palha com a indicação de que necessitam de um "reboot"(?!!!)!
Ai as saudades que eu tenho do meu lindo, lindo, chaço!
1 comment:
oi! carros são latas, há que lhes dar o devido valor.
Post a Comment