Mantém aquele ar vivo e elegante que virava a cabeça dos homens e os fazia mendigar por um pouco da sua atenção.
O seu cabelo de um castanho vivo, quase dourado, escureceu gradualmente, não fora a forma cuidadosa com que sempre empreendera esse cuidar de si. Um princípio para a vida que gostava de observar nos que amava.
Hoje, os lábios já não são de um vermelho vivo, mas de um tom um pouco mais escuro. Rugas imensas sulcam-lhe o rosto. Rugas que jamais artesão algum ousaria retocar, pois uma beleza e uma anima intemporais ainda vivem ali.
O seu sorriso afectuoso é como o chocolate quente nos dias frios e invernosos.
Mas quando a noite cai, o seu sorriso esfuma-se e a tristeza entranha-se.
O olhar repousa no infinito e maquinalmente busca no leito quem sabe ausente.
Amanhã, quando o sol nascer, o seu sorriso voltará para aquecer os outros.
(Art from Pesare; Umbrella Field)



3 Comments:
Há olhares que o tempo não transtorna, antes engrandece quem os sabe captar!
Quero deixar os parabéns pela magnífica escolha musical que ornamenta o blog:)
Adoro.
Um espaço aberto onde quem vem pode sentar-se, bebericar um café ou um chá quentinhos, retemperar e partir para novas explorações.
...e, porque não, ouvir um pouco da música da casa?
Puxar o rabo ao gato?
Desatinar com o empregado?
Pôr sal no café?
E, porque não?
É um prazer ver-vos por aqui.
Thanks.
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