Recordo a velha bicicleta com carinho e ...um enorme respeito!
Sentada no selim preto, só com os biquinhos dos pés chegava ao pedais.
Tinha de durar para a vida, aquela bicicleta...
Eu é que por aquele andar ...talvez não...
Quando as duas rodas de apoio se partiram, o mundo fugiu-me de debaixo dos pés. E, agora?
Perdi a conta ao número de quedas, às nodoas negras, aos rasgões nas pernas, à roupa estragada...
Mas lá aprendi a andar na velha bicicleta.
Hoje, desconfio que talvez tivesse crescido um pouco mais entretanto.
O facto é que aprendi a não desistir...de nada.
Só mais tarde descobri que, às vezes, é melhor largarmos algumas coisas...
(Art from Revery)

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