
Habito por de dentro
das palavras
com tectos de saliva
e quartos grandes
na união total
e Humidade
do deslizar a vida
na garganta
habito as manhãs
a cor - o tempo
a curva adocicada da vontade
aquilo que se prende
e apreendo
aquilo que desfaço
e não disfarço
Depois a vastidão
o riso e o sossego
sossego sem ser paz
nem aventura
Respiro o que não tenho
nem viagem
habito o que descubro
e a cidade
O corpo
a revolta
a pele os membros
O ritual interno
e a ternura
E se as palavras tenho
como armas
moldando-as uma a uma
conscientemente
é de habitá-las hoje
que suponho não mais poder
usá-las conivente
Palavras by Maria Teresa Horta
das palavras
com tectos de saliva
e quartos grandes
na união total
e Humidade
do deslizar a vida
na garganta
habito as manhãs
a cor - o tempo
a curva adocicada da vontade
aquilo que se prende
e apreendo
aquilo que desfaço
e não disfarço
Depois a vastidão
o riso e o sossego
sossego sem ser paz
nem aventura
Respiro o que não tenho
nem viagem
habito o que descubro
e a cidade
O corpo
a revolta
a pele os membros
O ritual interno
e a ternura
E se as palavras tenho
como armas
moldando-as uma a uma
conscientemente
é de habitá-las hoje
que suponho não mais poder
usá-las conivente
Palavras by Maria Teresa Horta
4 comments:
As palavras podemos moldar...nunca os sentimentos!
Gosto tanto dela.
há qualquer coisa no fim do poema que não soa (convinte?) o resto é muito preciso e musical.
Lolllllllllll
Acho que o prémio de atenção vai para ti, via!
;)
Agradeço a chamada de atenção.
Já corrigi!
Então, meninas(g & Narcisa)...
Como deixam passar um erro tamanho?!!!
Ai...
:)
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