July 14, 2009


Habito por de dentro
das palavras

com tectos de saliva
e quartos grandes

na união total
e Humidade
do deslizar a vida
na garganta

habito as manhãs
a cor - o tempo
a curva adocicada da vontade

aquilo que se prende
e apreendo

aquilo que desfaço
e não disfarço

Depois a vastidão
o riso e o sossego

sossego sem ser paz
nem aventura

Respiro o que não tenho
nem viagem

habito o que descubro
e a cidade

O corpo
a revolta
a pele os membros

O ritual interno
e a ternura

E se as palavras tenho
como armas
moldando-as uma a uma
conscientemente
é de habitá-las hoje
que suponho não mais poder
usá-las conivente

Palavras by Maria Teresa Horta

4 comments:

g said...

As palavras podemos moldar...nunca os sentimentos!

Scarlett said...

Gosto tanto dela.

via said...

há qualquer coisa no fim do poema que não soa (convinte?) o resto é muito preciso e musical.

Anonyma said...

Lolllllllllll
Acho que o prémio de atenção vai para ti, via!
;)
Agradeço a chamada de atenção.
Já corrigi!

Então, meninas(g & Narcisa)...
Como deixam passar um erro tamanho?!!!
Ai...
:)