
Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus
Adoptando uma postura racional e humanista por oposição à visão teocêntrica e dogmática instalada, William de Baskerville, um monge franciscano recém chegado a um mosteiro no norte de Itália, tenta desvendar a verdade por trás dos homicídios em série aí ocorridos (in "O Nome da Rosa", Umberto Eco).
Através de um método de investigação essencialmente empírico e analítico, o personagem-investigador recolhe ao longo de toda a obra evidências que lhe permitem não só concluir da identificação do presumível assassino mas igualmente dos seus motivos.
Na origem da carnificina estaria o segundo volume da Poética de Aristóteles, cuja apologia do riso poderia colocar em risco todo o monopólio da verdade, única e inquestionável, de que a Igreja, de então, era maioritárimente detentora.
Ridículo matar por um livro?
Talvez sim...ou talvez não, se equacionarmos que muitos dos crimes contra a humanidade ocorreram em nome da intolerância e em nome de pequenas causas.
Este é um dos meus Livros de Inquietação e não é raro o assombro com que observo como o riso, a ironia e o humor podem perturbar tanto certos poderes...
(Painting from Yerka; New Age Manhattan)
1 comment:
O riso relativiza tudo... é por isso que é tão subversivo.
Um livro sinónimo de ideias, também é subversivo e como tal ao longo da história, e hoje ainda, o poder odeia os livros, as ideias, a cultura.
São nervos....
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