"Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo por sê-lo, porque temo que o meu ciúme magoe o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum."
in Fragmentos de um discurso amoroso, Roland Barthes
(Photograph from Tiago Phelipe)
in Fragmentos de um discurso amoroso, Roland Barthes
(Photograph from Tiago Phelipe)

3 comments:
É preciso repensar para esquecer, e ao esquecer, mesmo assim, nos reencontrarmos com esse património que nos singulariza como pessoas.
Por si só, o ciúme pode ser um sentimento destrutivo.
É maligno!
Sofre e faz sofrer...
Hum...
Curioso.
Todos os extremos me parecem potenciadores de desequilíbrio do próprio e de todos aqueles que partilham da sua intimidade.
Alguns poetas há que consideram que o ciúme pode, apesar de tudo, emprestar algum colorido às relações humanas comparando-o à utilização do sal no temperar da comida.
Sal a mais, sal a menos...
Considero que gerir um relacionamento passa por um trabalho contínuo de busca de pontos de equilíbrio em torno da individualidade e liberdade, nossas e do outro.
Gerir o ciúme, a dúvida e outros pequenos temores parece-me tão natural como respirar.
Podeis vós dizer que nunca tais sombras vos trespassaram o coração?
Se responderes "Nunca!"...desconfiarei!
Se responderes "Sim"...sereis apenas tão humanos quanto eu...
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